Dignidade encarcerada

Dignidade encarcerada
Um Olhar Sobre a Invisibilização das internas de mata escura
Pandemia alterou as dinâmicas de visita no presídio feminino permanentemente? Vice-diretora do Complexo Feminino, comenta.
Por: Iann Jeliel e Caio Pimentel

Grupo protesta após suspensão de visitas em presídio de Salvador (24/01/2022)
Foto: Reprodução/TV Bahia
Durante dois anos da pandemia da COVID-19, as internas da penitenciária Lemos de Brito conviveram com restrições na comunicação ainda maiores graças às intervenções sanitárias com o propósito de prevenir o aumento do número de casos da doença.
Durante esse período, todas as detentas ficaram impossibilitadas de receber visitas e precisavam se prevenir contra o vírus usando obrigatoriamente máscaras (feitas por elas mesmas) conforme a rotina, sempre respeitando o distanciamento social na medida do possível.
Somente agora em 2022, as presidiárias estão voltando a receber familiares e advogados. No entanto, essas visitas antes ocorridas semanalmente durante as Sextas-Feiras, agora ocorrem quinzenalmente, com a exigência para o cartão de vacinação pelo menos até a segunda dose.
A vice-diretora do complexo Penal feminino, Fernanda Lima, destaca que todas as presidiárias foram devidamente vacinadas com todas as doses da vacina contra a COVID-19, mas, afirma que, apesar desse afrouxamento das medidas de segurança de saúde pelo avanço da vacinação, não há previsão de retorno para o quadro semanal de visitas.
Pelo menos, hoje, as presas já podem receber visitas e andar tranquilamente sem as máscaras nos corredores e pátios melancólicos do complexo.